terça-feira, 25 de maio de 2010

O trabalho e a criatividade

Esses dias assisti a palestra de um renomado consultor de empresas que expressava o seguinte: escola e empresa são máquinas de moer pessoas. Achei forte demais, até por que imaginei a cena e confesso que tal imagem não era nada agradável.Mas depois de um tempo pensando e repensando verifiquei que embora tal comentário seja impactante, ele tem um fundo de verdade.
Pensando em termos organizacionais, observa-se que mais de 90% dos empregados/funcionários são meramente mantenedores/operacionais não somente pelo perfil pessoal, mas porque é o que se espera de uma determinada camada. Façam e não questionem,quem pergunta demais incomoda. E é justamente essa camada que é esmagada ou moída e muitas vezes nem se dá conta.Isso nos remete ao famoso filme do Chaplin "Tempos Modernos", onde cada um faz sua parte, de forma repetitiva e praticamente deixando o cérebro em casa. O mundo evoluiu, passamos pela era agrícola, fomos para a era industrial e hoje estamos na era do conhecimento. E aí vem a pergunta, de que forma expressamos nossas idéias e criatividade no trabalho? sim, porque pessoas que trabalham com arte já o fazem até pelo tipo de atividade. Mas e quem desenvolve outro tipo de atividade, faz o quê?
Olha, o que vou escrever pode parecer absurdo, mas é minha percepção e não a verdade absoluta. Creio que a criatividade anda de mãos dadas com a liberdade. Quanto mais autonomia mais chance você tem de imprimir seu estilo de trabalho.Claro que isso não é regra, pois perfil pessoal conta e muito....então pensem sobre isso!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ausência e retorno

Correria total....muito tempo sem escrever, mas retomando o contato com as palavras!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Poderia ter sido diferente

Todos os dias, horas e minutos podemos definir uma nova realidade. Depois dos acontecimentos podemos refletir sobre qual teria sido o melhor caminho ou decisão, e aí vem o questionamento, poderia ter sido diferente? Sim, poderia. Mas como não temos “bola de cristal” rumamos para aquilo que consideramos mais coerente e que nem sempre pode ser a melhor opção.
Estou lendo o livro Mundo pós-aniversário de Lionel Shriver que retrata justamente isso. As tantas possibilidade que temos diante da vida e os prováveis resultados de cada escolha. O livro faz um ensaio de possibilidades e resultados tendo como mote a vida amorosa da protagonista Irina. Infelizmente nossa vida não permite “ensaios”.
Mas, quando pensamos em termos de carreira, escolhas profissionais, como administrar isso?Afinal, devemos ter um foco e trabalhar em prol de nossos objetivos.
Recentemente, uma profissional com menos de 30 anos comentou comigo que todos seus irmãos e cunhados eram formados, pós-graduados e na sua percepção, todos eles (inclusive ela), poderiam empreender um negócio dada as circunstâncias de instrução. No entanto, não o faziam, pois todos possuiam emprego e uma relativa "estabilidade". Logo, vamos dissecar tal comentário: empreendedores necessariamente não precisam ter toneladas de formação, empreendedores são corajosos e arriscam mais (também têm seus medos, afinal são humanos), mas nesse caso o medo ao invés de paralisar serve como estímulo, quase uma adrenalina. Logo, o objetivo desse grupo de profissionais é outro e embora pensem em algumas possibilidades, jamais o farão. Poderiam ser empresários? sim, poderiam. Poderiam ter sucesso e reconhecimento? sim , poderiam. Poderiam fazer fortuna e empregar milhares de pessoas? sim, poderiam. Mas, provavelmente cada um continuará seu trajeto aparentemente seguro sem experimentar novas possibilidades. Serão felizes? creio que sim, sempre existirá felicidade nas suas escolhas.



segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ano novo, postura nova!

Volta e meia meus comentários trazem à tona a postura dos profissionais.
Não falo do jeito de ser de cada um, pois cada pessoa é ímpar e isso é fascinante. Viva a diversidade!! Penso sim, no estilo que adotam ao trabalharem em uma empresa. Mais de 80 % dos profissionais faz o estilo "sem tempo" .Estão sempre envolvidos em inúmeras atividades e projetos,incontáveis reuniões ( diga-se de passagem super urgentes), sobrecarregados em uma maratona sem fim, até poderiam participar da São Silvestre, mas creio que pela época ( final de ano) não teriam mais fôlego. E a pergunta que não quer calar....será que a realidade é essa mesma ou existe um superdimensionamento dos fatos?Olha, pela minha experiência existem duas situações: uma é fato, realidade. Empresas que possuem uma estrutura enxuta e que são mais centralizadoras acabam sobrecarregando alguns funcionários. Outra situação é a falta de planejamento por parte de alguns profissionais que não sabem distinguir o que é urgente, prioridade e circunstância.Esses pensam que o dia deveria ter mais de 24 horas, mas não se dão conta que nem mesmo assim colocariam em dia suas atribuições, pelo contrário a tendência seria aumentar a confusão. Sinceramente, morro de medo de pessoas que não têm tempo para nada. Que saem de uma reunião e vão para outra, que não conseguem almoçar nem ir ao banheiro, que trabalham todos os dias até muito tarde e quase sempre todos os sábados. Que não conseguem tirar férias, nem fazer feriadões.Que de tanto correr já não sabem para onde estão indo ou deveriam ir. Ano novo é uma ótima oportunidade para revisar sua postura e conceitos não somente diante da vida profissional, mas da vida como um todo!
Feliz 2010!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Comunicação - e-mail

Recentemente li o livro Viúva Clicquot, da americana Tilar Mazzeo. Como o título já menciona trata-se da saga de uma moça que aos 27 anos fica viúva, com uma filha pequena numa época extremamente machista em que mulher apenas cuidava dos afazeres domésticos. A partir daí o enredo mostra como essa moça audaciosa empreeende e se torna mundialmente conhecida como um ícone na produção de champagnes francesas.
Mas, e o que isso tem a ver com comunicação?É que naquela época era tudo tão difícil e mesmo assim a comunicação funcionava. Para percorrer pequenas distâncias se levava meses. Para comunicar algo importante se usava a velha e tradicional carta (não existia sedex) que também levava um tempo absurdo e muitas vezes ao receber a notícia esta já não era tão relevante, mas era o que existia na época.
Hoje em dia, Thanks God, tudo mudou. A velocidade é imensa, praticamente trabalhamos com a informação em tempo real. A comunicação se dá através de e-mail, telefones, celulares e conference call. É uma maravilha. Mas destaco nesse texto a importância de se dar retorno, pois a comunicação é bilateral, logo quem liga espera um retorno e quem envia um e-mail idem.
Mas, na prática, não é isso que ocorre. Responder e-mails pessoais pode levar um tempo, conforme sua disponibilidade, já que na maioria não são tão urgentes. Mas, responder e-mails profissionais é obrigação, além disso demostra a sua boa educação e deferência com quem enviou. Não é preciso escrever longos textos, apenas responder e sinalizar que o assunto será verificado e assim que possível o retorno será completo.
Dói fazer isso? não. Mas você não tempo? reserve uma horinha no dia para despachar essas demandas. Isso é comunicação, consideração e profissionalismo. Agora, receber correntes e power point com mensagens melosas, sinceramente estas eu deleto na hora.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Le monde

" O mundo é redondo para ninguém se esconder". De fato, além de não ter cantos, ele gira.... e nós vamos juntos.....
Pensando nisso, a idéia é refletir sobre nossa conduta pessoal e principalmente profissional. Como tratamos as pessoas? como gostaríamos de ser tratados? toleramos injustiças? somos sinceros ou superficiais nos nossos relacionamentos? como se estabelece os laços com os colegas de trabalho? e com o "chefe"? e com os fornecedores?
Ao longo dos anos, percebi que algumas pessoas praticamente se transformam quando colocam o crachá da empresa onde trabalham. Perdem um pouco da sua identidade. Deixam de ser "fulano de tal" para se transformarem em "fulano da empresa x". Sobem nas tamancas, estufam o peito, engatam a primeira e decolam. Não necessariamente para o sucesso profissional, mas partem para uma cidadezinha chamada "prepotência". Lá, pensam que sabem tudo, que são melhores que os demais. Vivem como se estivessem no Olimpo e desta forma acreditam na eternidade. Mas a vida real não é assim. Um dia você está lá, outro cá. Humildade, respeito e consideração são grandes virtudes. Já vi muita gente que ao ser demitida, perdeu além do crachá, sua referência, sua identidade e no mesmo instante voltou às origens. Passou a ser outra pessoa ou melhor, aquilo que sempre foi. Final de ano serve para isso, para reflexões mais profundas, para que possamos ver além das aparências, ter contato com nossa essência e é claro lembrar que o mundo gira!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Empreendedorismo


Segundo o dicionário Aurélio, empreender significa propor-se , pôr em prática e/ou tentar.No cotidiano essa palavra nos remete aos empresários, pessoas estas que iniciam um negócio próprio. Mas, também, existem os empreendedores dentro das empresas. São aquelas pessoas que possuem alto grau de iniciativa, baixo conformismo e que não somente planejam, mas são capazes de realizar aquilo que se propõem fazer com visão de melhoria.
A pergunta é, quantos são assim ? poucos, muito poucos. Infelizmente muitos funcionários ainda fazem o tipo “executor” que realizam exatamente aquilo que lhes é atribuído, tendo pouca visão da empresa como um negócio. O empreendedor, independente se é um empresário ou funcionário normalmente possui as seguintes características pessoais: perseverança, audácia, disciplina , pró-atividade e criatividade. Além disso, possuem uma visão macro do negócio. E você, se encaixa nesse perfil?